Israel e seus antigos inimigos, quando teremos paz? | Ensinando de Sião

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Israel e seus antigos inimigos, quando teremos paz?

Sempre que há um novo conflito em Israel escrevemos e comentamos algo na coluna “Terra Santa”. Creio que não há muitas novidades desta vez em relação aos comentários anteriores.

Desde o dia em que Abraão dispensou seu filho Ismael e sua mãe, a escrava Agar, pelo deserto de Sur, iniciou-se um conflito entre co-sanguíneos: árabes e judeus. Os árabes, descendentes de Ismael, e os judeus, descendentes de Isaac, o filho da promessa cujos descendentes herdariam a Terra Prometida de Canaã. Podemos dizer que neste momento teve início o conflito pelas terras. Um segundo momento no qual apareceram vários inimigos contra o povo de Israel foi quando este recebeu a Torá no Monte Sinai das mãos de Deus, passando a ser o povo da Lei. Nesta Lei encontramos mandamentos, estatutos e ordenanças, dentre as quais podemos citar: “Não terás outros deuses diante de mim… Não farás para ti imagem esculpida… Não te encurvarás diante delas… Guardarás os meus sábados…Honrarás o teu pai e tua mãe…Não adulterarás… Não matarás… Não furtarás…e mais tarde o próprio Deus proclamou: “Shemá Israel Adonai Eloheinu, Adonai Echad” que se traduz como “Ouve ó Israel, o Senhor nosso Deus é único Senhor”(Dt 6:4).

Pronto! os povos pagãos vendo estas leis, não se agradaram nem um pouco e daí para frente a perseguição e os conflitos se acentuaram. Povos como os Amalequitas, os Amorreus, os Cananeus, os Heteus, os Heveus, os Jebuseus, os Periseus se tornaram arqui-inimigos de Israel. Mais tarde, os Filisteus (que habitavam na atual faixa de Gaza), os Sírios ao norte, os Babilônios (atual Iraque), os Medo Persas (Irã), os Gregos e mais tarde os Romanos dominaram aquela região estratégica para o comércio entre a Ásia e África, a região de Mediterrâneo.

Cristo nasceu em pleno domínio do Império Romano naquela região. Logo no século IV d.C, a Igreja já denominada cristã, estabelecia sua sede em Roma. Os primeiros Concílios de Roma já se declaravam contrários a Israel e ao povo judeu, rompendo assim, com suas próprias raízes.

Mais tarde surge a religião do profeta Maomé, que veio unir os povos árabes do oriente médio. Hoje são mais de 22 países que ocupam 99,8% das terras, sendo que o Israel atual ficou com apenas 0,8% da região, correspondendo a um pouco mais de 27 mil quilômetros quadrados, isto é, um território menor que nosso estado de Sergipe.

O anti-semitismo, então, só tem crescido ao longo da história, mesmo com os judeus em diáspora por quase dois mil anos. Fatos como a Inquisição, os Pogrons soviéticos e o terrível Holocausto visavam sutilmente impedir e eliminar Israel para sempre. Fundou-se o Estado de Israel pela Resolução 181 da ONU, a qual criava também o Estado Palestino em 1948. Esperando pela paz, de lá para cá, só se vê guerras e mais guerras entre Israel e seus vizinhos.

A mídia, como sempre, só entende os aspectos econômicos, geográficos, estratégicos e sociais. Mas nunca conseguem entender os aspectos espirituais desse milenar conflito. E, se entendem, tais aspectos não são menscionados.

A Bíblia nos relata que o Messias Yeshua (Jesus) estará voltando para Israel, mais especificamente, para Jerusalém, fixando seus pés no Monte das Oliveiras. O Reino Messiânico será então estabelecido. O julgamento das nações se dará após as figuras apocalípticas do Falso Profeta e do Anti-Cristo. A Bíblia também nos relata que o diabo sabe que pouco tempo lhe resta (Ap 12:12) e que a redenção e restauração de todas as coisas estão próximas como profetizado pela boca dos profetas (At 3:21). Não é tão difícil entender que, biblicamente, Israel é o cenário de toda a entrada do reino messiânico em glória, proclamando a soberania de Deus.

O conflito árabe-israelense, então, se dá primeiramente no mundo espiritual e daí alcança as nações. Israel tem pago um alto preço pela sua desobediência e seu afastamento de seu chamado irrevogável divino, como nos atesta a Palavra. Sabemos que no final, Israel irá se arrepender e será salvo (Zc 12;10; Rm 11:26-28, p.ex.). Mas os princípios das dores virão. O mundo caminha para esta direção do julgamento de Deus. Afinal, já estamos vendo o início de uma grande guerra por vir: o oriente (representado pelo mundo muçulmano) e o ocidente representado pelo resto do mundo, destacando os grandes inimigos do islamismo: os judeus e os cristãos.

Nós que cremos na Palavra de Deus não queremos e nem desejamos ver crianças mortas nesse conflito e tão pouco civis inocentes, tanto em Israel como no Líbano ou na Faixa de Gaza ou em qualquer outro lugar. É claro que queremos e oramos pela paz. Mas, haverá esta paz?

O mundo quase todo entra em passeata, injustamente, pró Líbano e contra Israel. Mas se esquecem que os agentes deste terrorismo todo são principalmente o Irã e a Síria que apóiam o partido Hezbolá que se instalou, propositalmente e covardemente, no meio de civis inocentes no sul do Líbano. O governo enfraquecido do Líbano abre espaço e se torna passivo e conivente nesta guerrilha do Hezbolá que vem se armando há anos contra Israel. Não se fabricam 120 mil foguetes e mísseis de uma hora para outra. A milícia xiita já vem há anos recebendo tais armas do Irã, como os katyusha de pequeno alcance (22 km) até os mísseis zeizal que alcançam 200 km de distância, abrangendo todo o Estado judeu.

Tais mísseis têm atingido as principais cidades civis (e não as tropas israelenses) como Nazaré, Tiberíades, Sefed, Naharya e até mesmo a grande metrópole Haifa. Israel se defende atacando as bases de lançamentos dos terroristas que se situam entre os vilarejos civis localizados ao sul do Líbano. Tanto a OLP, o Hamás, Hezbolá e outros partidos religiosos sustentados pelos Aiatolás e pela liga árabe não querem nenhum acordo de paz. Para haver paz é necessário que ambos estejam dispostos a ela. Mas, quando uma das partes, a ala terrorista, diz que deseja a destruição total de Israel (frase dita também frequentemente pelo atual presidente do Irã) e que eles sejam lançados ao mar, então, não há diálogo que gerará a desejada paz.

Enquanto escrevia este artigo, recebi um email sobre uma “Fundação Libanesa pela Paz” formado por libaneses cristãos que foram expulsos de sua terra natal e que são pró-Israel. Neste artigo, milhares de libaneses cristãos estão dizendo “obrigado Israel” por livrar o Líbano do Hezbolá. Queremos um Líbano livre do fundamentalismo islâmico e queremos viver em paz e segurança com Israel.” Este artigo nos mostra que há libaneses clamando por uma libertação. São cristãos que querem expressar sua amizade com Israel e com o povo judeu. Há ainda uma esperança e os cristãos espalhados pelo resto do mundo precisam incluir este fato em suas orações.

Por outro lado, Israel não pode ficar inerte quanto à defesa de seu povo e seu território. Mesmo a cidade de Nazaré de população árabe na sua maioria não foi poupada por seus compatriotas do Hezbolá. Ou seja, eles matam o seu próprio povo não só com mísseis, mas a partir do momento que eles se instalam no meio destes civis que moram no sul do país, levando todos, então, ao epicentro dos ataques mortíferos.

Nesse ínterim, tentam desviar atenção do programa nuclear iraniano num momento em que os Estado Unidos estão quase conseguindo uma Resolução no Conselho de Segurança da ONU condenando os planos atômicos dos Aiatolás. As passeatas deveriam ser feitas a favor da retirada do Hezbolá do meio de civis inocentes e contra seus atos terroristas de bombardear cidades israelenses que nada tem haver com as tropas de Israel, pois são também habitadas por civis inocentes.

Como, então, devemos orar por este conflito?

Primeiramente, devemos orar para que o povo de Israel se arrependa e se volte para Deus. O texto registrado no livro de Deuteronômio, capítulo 30, é demasiadamente claro e atual para os dias de hoje, quando diz: “…Se te converteres ao Senhor teu Deus e obedeceres à sua voz conforme tudo o que eu te ordeno hoje… Eu te farei voltar do teu cativeiro (diáspora) e se compadecerá de ti e te tornará ajuntar-te dentre todos os povos ( hoje mais de 13 milhões, quase 80%, de judeus vivem fora de Israel),…O senhor Teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram e as possuirás e te fará bem..Também o Senhor circundará o teu coração (salvação) e o coração da tua descendência, afim de que ames ao Senhor Teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma para que VIVAS…E o Senhor teu Deus porá todas estas maldições sobre os teus inimigos, sobre aqueles que te tiverem odiado e te perseguido…Quando te converteres ao Senhor Teu Deus de todo o teu coração e de toda sua alma ( Dt 30: 2-10). Este texto está se cumprindo em nossos dias! Não que Israel mereça, mas porque o Senhor é fiel em suas palavras;

Segundo, precisamos orar pelos judeus messiânicos, aqueles que têm levado de maneira peculiar e eficiente a salvação à Israel. Muitos deles são jovens crentes que estão na frente de batalha como soldados israelenses. Neste tópico devemos orar pelos libaneses cristãos;

Terceiro, devemos orar pelo povo árabe também, pois o Deus de Israel os ama e tem para eles grandes promessas e bênçãos (Is 19:24-25);
Quarto, devemos orar para que a Igreja de Cristo entenda esses propósitos no mundo espiritual e cumpra seu papel em relação a Israel e as nações (pois, a Igreja cristã deveria ter um evangelismo mais efetivo e eficiente nos países do oriente, segundo o “ide”de Jesus às nações). Quantas igrejas e quanto elas têm investido em prol da salvação de Israel? Praticamente, nada!
Quinto, devemos orar anulando toda força das trevas que tem atuado através dessas facções religiosas;
Finalmente, creio que devemos orar para que Deus cumpra a sua palavra e que estes dias sejam abreviados para que o Messias, o príncipe da Paz, venha sem demora. Marân Atá! Somente Ele trará e implantará a verdadeira, absoluta e a eterna paz que todos nós almejamos.

Autor:

Líder e fundador do Ministério Ensinando de Sião-Brasil e da Congregação Judaico-Messiânica Har Tzion - Belo Horizonte - MG. www.ensinandodesiao.org.br – www.tvsiao.com – www.ccjm.org.br

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