Refletindo sobre Eclesiologia e combatendo falsos ensinos | Ensinando de Sião

Artigos e estudos

Refletindo sobre Eclesiologia e combatendo falsos ensinos

A concretização da ruptura do cristianismo com Jerusalém e sua ida para Roma se deu no séc. IV d.C. Em 325 d.C., em Níceia (Turquia) os bispos do então império reuniram-se para definir o cristianismo e seus dogmas, sob ordens do primeiro imperador cristão Constantino (que de Cristão nunca teve absolutamente NADA!). Aí foi criado o Cristianismo. Nenhum líder judeu da Igreja foi convidado a participar.

 

Jesus jamais fundou religião alguma (incluindo o Judaísmo-messiânico), muito menos os apóstolos. Tragicamente, no mesmo séc IV d.C. os Judeus foram considerados “deicidas” e hereges, e os milhares de Judeus Messiânicos presentes em peso no seio da Igreja foram subitamente expulsos e perseguidos. Mais “cristãos” morreram depois da criação do Cristianismo do que antes, quando era considerado ilegal pelos romanos. Isso porque todas as mudanças que foram feitas foram impostas pelo exército de Constantino à Igreja, e os que se opunham eram mortos.

 

Mudaram o dia de adoração do Sábado para o Domingo, mudaram as FESTAS que a Igreja até então celebrava, alteraram o calendário, os costumes e eliminaram ISRAEL e os Judeus da “nova religião” que os próprios judeus haviam apresentado aos gentios. Nada do que foi feito em Nicéia, Calcedônia, Éfeso, Laudicéia ou Trento foi ordenado pelos apóstolos. Pelo contrário, foram criados dogmas e credos que eram DIRETAMENTE contrários à Bíblia. Os resultados desta tragédia podem ser sentidos até o dia de hoje, e lutamos para que a IGREJA saia de ROMA e volte para a Casa, para Jerusalém, para suas origens bíblicas e apostólicas. Devemos fazer isso sem desprezar e anular toda a contribuição de homens e mulheres cheios do Espírito de Deus, que ao longo da história da Igreja deram sua vida para ver o Cristianismo restaurado às suas raízes. Sempre houve um remanescente que pagou caro por permanecer fiel à Deus e Seu filho.

 

Independente da história da Igreja, o importante é constatarmos que ela precisa ser restaurada aos moldes do livro de Atos. Tanto a vertente católica como a protestante precisa reconhecer seus vínculos com Israel, a Torá e o povo Judeu, corrigindo desvios e visando ser mais parecida com aquela comunidade de salvos em Jerusalém. O projeto de Deus em se ter uma comunidade santa e que implantasse Seu reino na Terra não nasceu em Atos cap. 02, mas sim, na Criação de Adão e na escolha de Abraão e do povo Judeu. Porém, após a vinda de Yeshua, tal comunidade teve suas “portas abertas” para todos os que confessassem a andassem no caminho de Deus, na Sua instrução. Assim, apesar da IGREJA não ter nascido em Atos, é durante o 1º século que ela atinge sua plenitude, sendo nesta época vivenciado o cumprimento das promessas dadas por Deus a ISRAEL e seus profetas. Nesta época também, tínhamos Judeus e não-judeus unidos e proclamando o Reino de Deus tanto para Israel como para as nações, e de Jerusalém saia a instrução e a admoestação por intermédio dos Apóstolos. Na Jerusalém do 1º século está o molde, lá está a origem, e é pra lá que o Salvador voltará e reinará com os santos. Há muito o que fazer… há muito o que aprender!

 

Autor:

Nascido em 1977, Matheus é descendente de Judeus com origem na Itália e em Portugal. É graduado em Comunicação Social (PUC-MG) tendo também estudado teologia com ênfase em Estudos Judaicos (EUA) e Hebraico e Cultura Judaica (Israel). Atua como professor na Sinagoga Har Tzion, em Belo Horizonte, desde 2001. Atualmente, é vice-presidente do Ministério Ensinando de Sião – Brasil, diretor do CATES (Centro Avançado de Teologia Ensinando de Sião), da TVSIAO.COM e um dos líderes da Sinagoga Har Tzion. Matheus é casado com Tatiane e tem dois lindos filhos, Daniel e Benjamin. (facebook.com/mzandonna)

Conheça a nossa loja