Seis razões para celebrar PÊSSACH | Ensinando de Sião

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Seis razões para celebrar PÊSSACH

SEIS razões para celebrar PÊSSACH

Por Jonathan Bernis

 

Páscoa é o segundo dia mais importante do calendário judaico. As famílias judaicas se reúnem para fazer um jatar ritual, chamado de Sêder, durante o qual elementos específicos recontam a história de Israel e da dramática libertação de seus ancestrais.

  1. Deus libertou o povo judeu de 400 anos de escravidão

Quatrocentos anos antes da Páscoa, Deus salvou o povo judeu de uma fome mortal, levando-os até a terra do Egito, a única nação preparada com armazéns cheios de comida. Através da soberania de Deus, José, um dos doze filhos de Israel, que havia sido vendido como escravo pelos seus irmãos, se tornou o segundo homem mais poderoso do Egito. Quando os israelitas se depararam com a fome, Faraó deu boas vindas a eles na terra do Egito por causa de José. Mas depois que Faraó morreu, seu sucessor colocou o povo judeu para trabalhar como escravos. Eles viveram em servidão até que Deus chamou a Moisés para ser Seu instrumento para libertá-los 400 anos depois, no dia da Páscoa. “Se Deus não tivesse nos libertado, ainda seríamos escravos”, diz a Hagadá de Páscoa.

  1. Deus demonstrou Seu poder através dos milagres que cercam a Páscoa

Faraó voltou atrás com a ideia de deixar o povo hebreu escravizado sair do Egito. Se eles partissem, ele perderia um milhão de trabalhadores. Ele recusou deixá-los ir e, fazendo isso, abriu a porta para Deus revelar o Seu poder a todo Egito. Após cada negativa obstinada de Faraó, Deus trazia uma praga sobrenatural sobre a nação egípcia. Desde gafanhotos até rãs, de feridas até água tornada em sangue, Deus demonstrou Seu poder por toda a terra.

Todos que resistiram às pragas reconheceram que o Deus de Israel era poderoso e estava determinado a libertar o Seu povo. Assim também Israel assistiu o Deus de seus patriarcas intervir em favor deles. Os milagres continuaram acontecendo mesmo após sua partida. Quando o exército de Faraó perseguiu os israelitas, eles atravessaram em terra seca, bem no meio do Mar Vermelho, uma vez que as suas águas se separaram, formando dois grandes paredões, um de cada lado. Através da Páscoa e do Êxodo, o Deus de Israel foi manifestado e glorificado, para que todos pudessem ver.

  1. Deus reafirmou Sua aliança com Abraão e separou o povo judeu para ser Seu povo escolhido

Por gerações, escravidão era tudo o que o povo judeu conhecia. Eles nasciam em escravidão e morriam em escravidão. Quando Deus interviu para libertá-los como povo, Ele demonstrou que não havia se esquecido deles. O Deus de Israel é fiel para cumprir Sua aliança com o patriarca Abraão. Ele não havia esquecido Sua promessa. A intervenção divina para libertar os filhos de Israel deixou claro que eles ainda eram o Seu povo e Ele ainda era o seu Deus. Ele os resgatou, eles deixaram de ser um povo subjugado e foram lembrados que eram povo chamado e escolhido.

Pessach

Keará (Prato especial para Pêssach) com os elementos usador no Sêder (Jantar).

  1. Deus libertou o povo judeu para dar a eles uma terra própria.

Os israelitas não sabiam para onde estavam indo, mas eles sabiam que Deus os havia libertado e prometera dar a eles uma “terra grande e boa”, onde eles habitariam como nação (Êxodo 3:8). Eles não mais serviriam a Faraó. Eles habitariam na terra dada a eles por Deus. Israel estava a ponto de se tornar uma nação com uma terra própria. O impacto dessa concessão de terra reverbera através dos séculos, permanecendo forte e verdadeiro, apesar de vários exílios ao longo dos anos ou opiniões divergentes de hoje. A Páscoa abriu a porta para se receber a Terra Prometida.

  1. Deus estabeleceu um divisor de águas para o povo judeu e uma herança de fé para ser transmitida a todos os povos

A Páscoa é conhecida como um evento divisor de águas na história judaica. Foi um marco, um momento decisivo para o povo judeu. Tudo mudou para eles com a Páscoa. Deus os resgatou, preservou e chamou para que fossem Seu povo em uma terra que seria deles. Imediatamente após sua partida do Egito, Ele instituiu a Festa da Páscoa como um memorial perpétuo da surpreendente proeza que foi a libertação. Deus estabeleceu um compromisso anual com Israel, para que eles se lembrassem intencionalmente do que Deus havia feito por eles na Páscoa e no Êxodo. Milhares de anos depois, o povo judeu comemora esta data e repassam aos seus filhos, perpetuando um legado de fé em um único e verdadeiro Deus, assim como Ele ordenou.

  1. Deus revelou uma breve visão profética do que seria a morte sacrificial do Messias prometido

Pelo desígnio soberano de Deus, as Festas de Israel estabelecidas em Levítico 23 servem como uma sombra profética do plano redentor de Deus para a humanidade. Em Páscoa está figurada a morte do Messias a fim de nos libertar da escravidão do pecado. Também vemos alusão ao reino messiânico e do mundo vindouro.

A última praga no Egito foi a morte dos primogênitos de todas as casas. Deus revelou a Israel a única forma de eles serem poupados: eles teriam que sacrificar um cordeiro sem mácula e passar o seu sangue nos umbrais das portas de suas casas. Só assim, o anjo da morte passaria por cima de suas casas e seus primogênitos seriam poupados.

1 Coríntios 5:7 diz que “o Messias, nosso cordeiro pascal, foi sacrificado”. Yeshua (Jesus) derramou seu sangue para cobrir os nossos pecados e sua morte sacrificial em nosso lugar, quando recebida por fé, nos liberta da escravidão do pecado.

Enquanto as famílias judias se reúnem na Páscoa, elas se lembram e ensinam à próxima geração sobre o evento que os libertou como povo de Deus. Enquanto judeus messiânicos celebram a Páscoa, eles também celebram a libertação eterna providenciada pelo Messias Yeshua e apontam para a redenção futura onde “todo Israel será salvo”. Chag Pessach Sameach (Feliz Festa de Páscoa)!

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Autor:

Nascido em 1977, Matheus é descendente de Judeus com origem na Itália e em Portugal. É graduado em Comunicação Social (PUC-MG) tendo também estudado teologia com ênfase em Estudos Judaicos (EUA) e Hebraico e Cultura Judaica (Israel). Atua como professor na Sinagoga Har Tzion, em Belo Horizonte, desde 2001. Atualmente, é vice-presidente do Ministério Ensinando de Sião – Brasil, diretor do CATES (Centro Avançado de Teologia Ensinando de Sião), da TVSIAO.COM e um dos líderes da Sinagoga Har Tzion. Matheus é casado com Tatiane e tem dois lindos filhos, Daniel e Benjamin. (facebook.com/mzandonna)

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