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1.10.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

Que tal celebrar Tabernáculos em Israel? Uma reflexão.

É sempre bom ver as ruas de Jerusalém repletas de turistas e grupos que expressam seu apoio ao Estado de Israel e ao povo judeu durante a Festa de Sucôt (Tabernáculos). Em dias de grande antissemitismo (ou “antissionismo”, como dizem agora), todo apoio político, social e principalmente econômico é mais do que bem-vindo em Israel! Expresso aqui minha gratidão à organizações que se denominam Amigas de Israel e que demonstram tal posicionamento visitando e ajudando Israel e seu povo nesta época festiva.

30.08.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

O Terceiro Templo

A questão sobre a construção de um terceiro Templo em Jerusalém está sempre presente em círculos teológicos cristãos e judaicos. Alguns creem que, pelo fato do Novo Testamento afirmar que nossos corpos são “templo do Espírito Santo” (I Co 6:19), não há necessidade de se reconstruir um templo físico em Israel.

Mas, da mesma forma que os seres humanos possuem um corpo, uma alma e um espírito, Deus não só se manifesta no meio espiritual, mas também no físico. O apóstolo Paulo fala a respeito desse mistério: “Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual”. (I Co 15:44)

19.06.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

Quem me ama, guarda os meus mandamentos

A palavra em hebraico para Mandamento é מִצְוָה (Mitzvá). Ela vem da raíz צִוָּה “tsivá”, que significa “comandar”, mas também “direcionar” e/ou “apontar”. Nas Escrituras, os “mitzvôt” (mandamentos) referem-se aos 613 mandamentos prescritos, dos quais 248 são mandamentos positivos (Mitzvôt Taassê – mandamentos sobre o que se fazer) e 365 são negativos (Mitzvôt lô Taassê – mandamentos sobre o que não se fazer). É como se através de sua guarda e estudo, os mandamentos nos “apontassem” em direção ao Eterno. Eles nos revelam D-us e Seu caráter, e nos fazem vivenciar uma realidade celestial com princípios divinos e insondáveis, aqui mesmo em nosso dia-a-dia.

7.02.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

Brit Milá – Uma Aliança Perpétua

De acordo com a Halachá (Lei de conduta) judaica, uma criança nascida de mãe judia é considerada também judia, mesmo que o pai não seja judeu. A descendência de um judeu, casado com uma não-judia, não é considerada judaica, segundo o rabinato oficial. Mas biblicamente, a linhagem deve ser considerada por intermédio do pai, como descrito nas várias genealogias da Torá e dos Escritos Sagrados. Também na Brit Chadashá (Novo Testamento), os evangelhos de Mateus e Lucas atestam a importância para o judeu de se comprovar a linhagem Davídica de Yeshua, pois o Messias deveria ser da Casa de Davi.

1.01.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

A Identidade do Messias e os Falsos Ensinos

Sabemos que muitos grupos isolados, supostamente ‘judeus-messiânicos’, não estudam e não dão a devida autoridade à Torá e ao ensino Apostólico. São pessoas que nunca foram discipuladas, orientadas e guiadas por outros judeus messiânicos. Tal isolamento produz uma forma de “pseudo-judaísmo”, com práticas e doutrinas estranhas em todos os aspectos, incluindo o judaico. O que sabem de judaísmo é proveniente de livros e do Google, não tendo eles nenhum senso de realidade e convívio com outros judeus. “Viram” judeus da noite para o dia, lêem tudo o que conseguem na internet e no Wikipédia, e se acham mais judeus do que os verdadeiros judeus. Tudo isso, novamente, é conseqüência da falta de discipulado e convívio com judeus autênticos e de boa reputação tanto nos meios judaicos como nos meios messiânicos. Perante à comunidade Judaica tradicional, esses grupos são vistos com estranheza e repúdio. Não foi à toa que Yeshua nos ordena a fazermos TALMIDIM (discípulos), pois tal ação requer convívio e relacionamento. As “anomalias” que tem surgido nos últimos anos provenientes de ex-evangélicos que viram “judeus googlianos” poderiam ser evitadas com uma boa dose de bom senso, bom testemunho, discipulado e convívio com pessoas autênticas e com fruto para mostrar. Este artigo procurará demonstrar a todos o quão distantes estes grupos de “super-judeus” estão da Torá e do verdadeiro judaísmo, os quais nos foram mostrados por Yeshua e por seus talmidim.

24.10.2014 . Por Matheus Zandona Guimarães

Salvo para obedecer

Atualmente, vemos cristãos de vários segmentos com uma enorme dificuldade de compreenderem como a graça perdoadora do Eterno pode caminhar junto com a obediência às Suas Leis. Muitos se perdem em descontextualizações dos vários discursos de Yeshua e seu discípulo Shaul (Paulo), apregoando um evangelho sem esforço, sem busca por santidade, sem bons frutos, sem boas obras, sem nada! Percebemos então um dos maiores problemas com o cristianismo de nossos dias: as pessoas não tem problema em aceitar Jesus (Yeshua) como Deus, mas não conseguem aceitá-lo como REI. Isso ocorre pois REIS demandam fidelidade e obediência, assim como Yeshua exige de nós.

26.08.2014 . Por Matheus Zandona Guimarães

Yamim Noraim (Dias de Temor)

Estamos no mês Judaico de ELUL. Por estarmos a 40 dias do Yom Kipur (dia da expiação) e a 30 dias do Rosh Há shaná, o mês de ELUL torna-se um período de introspecção, arrependimento, análise e avaliação de nossas vidas perante o Eterno e principalmente perante o nosso próximo. As “slichot” (orações especiais de confissão e arrependimento) e o toque matinal do shofar são presentes durante o mês de Elul, em preparação para Rosh Há Shaná (o dia em que nos apresentamos diante do tribunal celeste).

9.07.2014 . Por Matheus Zandona Guimarães

Últimas notícias direto de ISRAEL

Gostaria de agradecer a todos pelas orações a nosso favor aqui em Israel. Como tenho postado em minha página no facebook (www.facebook.com/mzandonna), a mídia ocidental insiste em mostrar tendenciosamente os fatos ocorridos por aqui, incitando as pessoas ao impreciso juízo em relação a Israel e também aos palestinos. Portanto, estando aqui e acompanhando de perto os últimos acontecimentos, achei por bem escrever um breve relato para trazer luz e esclarecimento a pessoas que desejam entender e também interceder pela Paz de Israel.

27.08.2013 . Por Matheus Zandona Guimarães

Desvendando o “Dom de Línguas” – Uma análise Judaico-Messiânica

Um dos objetos de estudo da teologia mais apreciado e estudado ao longo dos séculos é a profecia e o ato de profetizar. Tanto nos meios judaicos como nos meios cristãos, tem-se a figura do profeta נביא (Naví, em hebraico) como uma autoridade divina, sendo o “porta-voz” da vontade e do direcionamento de Deus a indivíduos e nações. Às vezes honrados e quase sempre perseguidos exatamente pela legitimidade de seu dom, os profetas hebreus desempenham um papel fundamental para a compreensão do Deus criador e seus propósitos para Israel e para a humanidade. Porém, este fenômeno bíblico, que em hebraico é chamado de נְבוּאָה “Nevuá” (profecia), é bem mais vasto e rico do que sua simples tradução nos apresenta. O conceito de “profetizar” assumiu uma compreensão comum de “prever o futuro”, “anunciar juízos” ou “proferir bênçãos”. Porém, uma rápida análise semântica das ocorrências na Tanách do ato de “profetizar” nos mostra que tal fenômeno vai muito além das ações supra citadas, como veremos a seguir.

12.08.2013 . Por Matheus Zandona Guimarães

Consolai, consolai o Meu Povo!

As palavras do profeta Isaías, proferidas há mais de 2700 anos, não poderiam ser mais oportunas. O Deus criador dos céus e da Terra proferiu, através do profeta Isaías, um mandamento atemporal, ou seja, desvinculado de sua época e válido até os dias de hoje:

“Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do SENHOR por todos os seus pecados.” (Is 40:1-2)

“Nachamú” (consolai), exclamou o profeta! Muitos acham que o moderno Estado de Israel, com suas cidades, seu exército e sua tecnologia, não precisa mais de consolo. Certa vez ouvi de uma pessoa a frase: “Quando Jerusalém estava desolada e os judeus dispersos pelo mundo, tínhamos que consolar a Israel. Mas agora, após o ano de 1948, os judeus é que devem consolar o mundo!”. Mal sabia esta pessoa que Israel ainda sofre e ainda está desolado, e seu povo ainda se encontra na diáspora. Apesar das cidades e da riqueza do moderno Estado, o povo de Israel ainda sofre uma diáspora moral e espiritual. Saímos da galút (diáspora), mas a galút não saiu do nosso interior!