Artigos e estudos | Ensinando de Sião - Part 3

Artigos e estudos

19.06.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

Quem me ama, guarda os meus mandamentos

A palavra em hebraico para Mandamento é מִצְוָה (Mitzvá). Ela vem da raíz צִוָּה “tsivá”, que significa “comandar”, mas também “direcionar” e/ou “apontar”. Nas Escrituras, os “mitzvôt” (mandamentos) referem-se aos 613 mandamentos prescritos, dos quais 248 são mandamentos positivos (Mitzvôt Taassê – mandamentos sobre o que se fazer) e 365 são negativos (Mitzvôt lô Taassê – mandamentos sobre o que não se fazer). É como se através de sua guarda e estudo, os mandamentos nos “apontassem” em direção ao Eterno. Eles nos revelam D-us e Seu caráter, e nos fazem vivenciar uma realidade celestial com princípios divinos e insondáveis, aqui mesmo em nosso dia-a-dia.

8.04.2015 . Por Marcelo M. Guimarães

Subindo a “rampa” de 49 dias de Páscoa à Pentecostes

Passamos pela celebração da festa memorial de Pessach (páscoa) que nos chama atenção, em analogismo, com a nossa saída do ‘egito’ (que representa o sistema do mundo que jaz em trevas[1], afastado de D´us) para a plena liberdade. A celebração da páscoa reforça nossa lembrança que não somos mais escravos do pecado. Agora somos livres em Yeshua, o Maschiach[2], na Sua ressurreição, porém sem nos esquecer que estamos ainda num processo de libertação, renovação de conceitos, pensamentos[3], nos livrando a cada dia das prisões da mente, da alma, do “eu” interior. Sempre há ‘prisões’ interiores das quais precisamos ser livres. Sempre há algo ruim ou não perfeito em nós que precisa dar lugar à consolidação do caráter de Yeshua em nós. Se saímos de fato do ‘egito’, então, precisamos estar seguros que o ‘egito’ saiu de dentro de nós também. Nascer de novo nas águas do Espírito[4] é a nossa primeira experiência, mas na caminhada pelo ‘deserto’ da vida precisaremos ainda de muita cura e libertação. Afinal, se nasce de novo em Espírito e não na carne (coisas da alma e do corpo). Na páscoa D´us nos lembra que Ele nos quer totalmente livres, mas isto não significa que viveremos sem regras e limites. A liberdade sem lei leva à libertinagem. Agora, em Yeshua, Aquele que é o Cordeiro Pascoal[5], resgatamos nossa identidade, pois não havia identidade num sistema de escravidão, quando cedíamos nossa liberdade ao senhor das trevas e éramos aprisionados nas paixões[6] de nossa carne. Agora, estamos livres e precisamos ser libertos para consolidar esta nova natureza espiritual, nosso novo nascimento em Yeshua, D´us nos tirou do ‘egito’ para nos transportar até às instruções do Monte Sinai, onde o povo hebreu recebeu no 50º. dia após a saída do Egito, a outorga da Torá[7] (matan Hatorá), as instruções de D´us, os limites que protegem e asseguram a verdadeira graça e liberdade na independência do sistema das trevas, embora ainda vivendo no “deserto” a caminho de Canaã, que tipifica o Reino de justiça, paz e alegria que será implantado neste terra quando Yeshua aqui regressar.

7.02.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

Brit Milá – Uma Aliança Perpétua

De acordo com a Halachá (Lei de conduta) judaica, uma criança nascida de mãe judia é considerada também judia, mesmo que o pai não seja judeu. A descendência de um judeu, casado com uma não-judia, não é considerada judaica, segundo o rabinato oficial. Mas biblicamente, a linhagem deve ser considerada por intermédio do pai, como descrito nas várias genealogias da Torá e dos Escritos Sagrados. Também na Brit Chadashá (Novo Testamento), os evangelhos de Mateus e Lucas atestam a importância para o judeu de se comprovar a linhagem Davídica de Yeshua, pois o Messias deveria ser da Casa de Davi.

4.02.2015 . Por Marcelo M. Guimarães

Cidadania portuguesa para descendentes dos judeus Sefaraditas. O que você precisa saber?

No dia 30 de janeiro de 2015, o Governo Português aprovou o Projeto de Lei 43/2013, incluindo-o no artigo 169 da Constituição portuguesa. No dia seguinte dei entrevista ao Jornal O Globo e recentemente gravei uma entrevista para a Rede Cultura e seu jornal televisivo de transmissão nacional.

1.01.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

A Identidade do Messias e os Falsos Ensinos

Sabemos que muitos grupos isolados, supostamente ‘judeus-messiânicos’, não estudam e não dão a devida autoridade à Torá e ao ensino Apostólico. São pessoas que nunca foram discipuladas, orientadas e guiadas por outros judeus messiânicos. Tal isolamento produz uma forma de “pseudo-judaísmo”, com práticas e doutrinas estranhas em todos os aspectos, incluindo o judaico. O que sabem de judaísmo é proveniente de livros e do Google, não tendo eles nenhum senso de realidade e convívio com outros judeus. “Viram” judeus da noite para o dia, lêem tudo o que conseguem na internet e no Wikipédia, e se acham mais judeus do que os verdadeiros judeus. Tudo isso, novamente, é conseqüência da falta de discipulado e convívio com judeus autênticos e de boa reputação tanto nos meios judaicos como nos meios messiânicos. Perante à comunidade Judaica tradicional, esses grupos são vistos com estranheza e repúdio. Não foi à toa que Yeshua nos ordena a fazermos TALMIDIM (discípulos), pois tal ação requer convívio e relacionamento. As “anomalias” que tem surgido nos últimos anos provenientes de ex-evangélicos que viram “judeus googlianos” poderiam ser evitadas com uma boa dose de bom senso, bom testemunho, discipulado e convívio com pessoas autênticas e com fruto para mostrar. Este artigo procurará demonstrar a todos o quão distantes estes grupos de “super-judeus” estão da Torá e do verdadeiro judaísmo, os quais nos foram mostrados por Yeshua e por seus talmidim.

13.11.2014 . Por Marcelo M. Guimarães

A MORTE, uma etapa da vida que precisa ser vencida

Dentro do contexto bíblico-judaico, o homem não foi criado ou programado por D’us para morrer. Estudando Bereshit (Gênesis), torna-se claro o desejo de D’us quando criou o homem para que este refletisse Sua imagem e Sua semelhança para sempre (Gen 1:26), participando da criação, dominando sobre a terra, louvando e adorando o Criador. D’us é um D’us dos vivos e não dos mortos. A morte, em hebraico, “mavet”, origina-se do verbo “mut” morrer, palavra esta que não se limita somente a seres humanos.

11.11.2014 . Por Marcelo M. Guimarães

Mensagem de Joseph Shulam

“Os Rabinos ensinam que devemos sair e encontrar um professor. Cada um de nós precisa de alguém sábio que seja nosso mentor e nos treine. Todo bom professor tem um professor e se ele não tem deve imediatamente procurar por um. Somos todos subjetivos e precisamos de alguém que nos ajude a ser mais objetivos. Precisamos nos tornar estudantes da verdade e estarmos, em primeiro lugar, sempre famintos pela Palavra de Deus. Precisamos de um professor para orientar-nos e ajudar-nos a permanecer em uma caminhada racional e consistente ao longo da vida para a vida eterna. É claro que Yeshua é nosso Rabino, Professor, além de ser nosso Salvador e SENHOR. Desde o início eu trouxe palavras da primeira carta de João e terminarei este ensino com as palavras de 1 João 2:2, ‘E, Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.’ É tão maravilhoso termos a certeza de que Yeshua é a nossa propiciação, e propiciação significa perdão dos pecados. Ao mesmo tempo, é maravilhoso vermos tantos na nação de Israel gastando tempo pensando e orando e considerando seus próprios pecados e sua necessidade de ter expiação pelos seus pecados, mesmo ainda não sabendo o que Deus fez por eles através de Yeshua. Orem pela salvação de Israel e ajude-nos a ser uma bênção para o povo e a terra de Israel. Pensem no dia em que eles conhecerão o Messias e entenderão a grande obra que Yeshua fez por Israel e pelo mundo inteiro. Como “dever de casa” leiam os primeiros versículos do capítulo 3 de 2 Timóteo e encontrem a palavra “ingratos”. Vejam com quem o Apóstolo Paulo associa os ingratos e aprenda a ser mais grato especialmente para com aqueles que têm cuidado de você e lhe ensinado a Palavra de Deus, a fim de que você tenha vida agora e eternamente. É claro, mesmo nossos professores não sendo perfeitos, eles são nossos professores, e devemos mostrar-lhes nossa gratidão pelo que eles compartilharam conosco”. (JOSEPH SHULAM – JERUSALÉM – ISRAEL).

24.10.2014 . Por Matheus Zandona Guimarães

Salvo para obedecer

Atualmente, vemos cristãos de vários segmentos com uma enorme dificuldade de compreenderem como a graça perdoadora do Eterno pode caminhar junto com a obediência às Suas Leis. Muitos se perdem em descontextualizações dos vários discursos de Yeshua e seu discípulo Shaul (Paulo), apregoando um evangelho sem esforço, sem busca por santidade, sem bons frutos, sem boas obras, sem nada! Percebemos então um dos maiores problemas com o cristianismo de nossos dias: as pessoas não tem problema em aceitar Jesus (Yeshua) como Deus, mas não conseguem aceitá-lo como REI. Isso ocorre pois REIS demandam fidelidade e obediência, assim como Yeshua exige de nós.

4.10.2014 . Por Marcelo M. Guimarães

A Festa dos Tabernáculos (Sucôt ou Cabanas)

Dentre as três grandes festas comandadas por Deus, a Festa dos Tabernáculos é a de maior significado profético para nós cristãos. É comemorado no décimo-quinto dia do mês de Tishri, duas semanas após Rosh Hashanah e, usualmente, cai final de Setembro ou princípio de Outubro.

26.08.2014 . Por Matheus Zandona Guimarães

Yamim Noraim (Dias de Temor)

Estamos no mês Judaico de ELUL. Por estarmos a 40 dias do Yom Kipur (dia da expiação) e a 30 dias do Rosh Há shaná, o mês de ELUL torna-se um período de introspecção, arrependimento, análise e avaliação de nossas vidas perante o Eterno e principalmente perante o nosso próximo. As “slichot” (orações especiais de confissão e arrependimento) e o toque matinal do shofar são presentes durante o mês de Elul, em preparação para Rosh Há Shaná (o dia em que nos apresentamos diante do tribunal celeste).