Artigos e estudos | Ensinando de Sião - Part 4

Artigos e estudos

19.06.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

Quem me ama, guarda os meus mandamentos

A palavra em hebraico para Mandamento é מִצְוָה (Mitzvá). Ela vem da raíz צִוָּה “tsivá”, que significa “comandar”, mas também “direcionar” e/ou “apontar”. Nas Escrituras, os “mitzvôt” (mandamentos) referem-se aos 613 mandamentos prescritos, dos quais 248 são mandamentos positivos (Mitzvôt Taassê – mandamentos sobre o que se fazer) e 365 são negativos (Mitzvôt lô Taassê – mandamentos sobre o que não se fazer). É como se através de sua guarda e estudo, os mandamentos nos “apontassem” em direção ao Eterno. Eles nos revelam D-us e Seu caráter, e nos fazem vivenciar uma realidade celestial com princípios divinos e insondáveis, aqui mesmo em nosso dia-a-dia.

7.02.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

Brit Milá – Uma Aliança Perpétua

De acordo com a Halachá (Lei de conduta) judaica, uma criança nascida de mãe judia é considerada também judia, mesmo que o pai não seja judeu. A descendência de um judeu, casado com uma não-judia, não é considerada judaica, segundo o rabinato oficial. Mas biblicamente, a linhagem deve ser considerada por intermédio do pai, como descrito nas várias genealogias da Torá e dos Escritos Sagrados. Também na Brit Chadashá (Novo Testamento), os evangelhos de Mateus e Lucas atestam a importância para o judeu de se comprovar a linhagem Davídica de Yeshua, pois o Messias deveria ser da Casa de Davi.

4.02.2015 . Por Marcelo M. Guimarães

Cidadania portuguesa para descendentes dos judeus Sefaraditas. O que você precisa saber?

No dia 30 de janeiro de 2015, o Governo Português aprovou o Projeto de Lei 43/2013, incluindo-o no artigo 169 da Constituição portuguesa. No dia seguinte dei entrevista ao Jornal O Globo e recentemente gravei uma entrevista para a Rede Cultura e seu jornal televisivo de transmissão nacional.

1.01.2015 . Por Matheus Zandona Guimarães

A Identidade do Messias e os Falsos Ensinos

Sabemos que muitos grupos isolados, supostamente ‘judeus-messiânicos’, não estudam e não dão a devida autoridade à Torá e ao ensino Apostólico. São pessoas que nunca foram discipuladas, orientadas e guiadas por outros judeus messiânicos. Tal isolamento produz uma forma de “pseudo-judaísmo”, com práticas e doutrinas estranhas em todos os aspectos, incluindo o judaico. O que sabem de judaísmo é proveniente de livros e do Google, não tendo eles nenhum senso de realidade e convívio com outros judeus. “Viram” judeus da noite para o dia, lêem tudo o que conseguem na internet e no Wikipédia, e se acham mais judeus do que os verdadeiros judeus. Tudo isso, novamente, é conseqüência da falta de discipulado e convívio com judeus autênticos e de boa reputação tanto nos meios judaicos como nos meios messiânicos. Perante à comunidade Judaica tradicional, esses grupos são vistos com estranheza e repúdio. Não foi à toa que Yeshua nos ordena a fazermos TALMIDIM (discípulos), pois tal ação requer convívio e relacionamento. As “anomalias” que tem surgido nos últimos anos provenientes de ex-evangélicos que viram “judeus googlianos” poderiam ser evitadas com uma boa dose de bom senso, bom testemunho, discipulado e convívio com pessoas autênticas e com fruto para mostrar. Este artigo procurará demonstrar a todos o quão distantes estes grupos de “super-judeus” estão da Torá e do verdadeiro judaísmo, os quais nos foram mostrados por Yeshua e por seus talmidim.

13.11.2014 . Por Marcelo M. Guimarães

A MORTE, uma etapa da vida que precisa ser vencida

Dentro do contexto bíblico-judaico, o homem não foi criado ou programado por D’us para morrer. Estudando Bereshit (Gênesis), torna-se claro o desejo de D’us quando criou o homem para que este refletisse Sua imagem e Sua semelhança para sempre (Gen 1:26), participando da criação, dominando sobre a terra, louvando e adorando o Criador. D’us é um D’us dos vivos e não dos mortos. A morte, em hebraico, “mavet”, origina-se do verbo “mut” morrer, palavra esta que não se limita somente a seres humanos.

11.11.2014 . Por Marcelo M. Guimarães

Mensagem de Joseph Shulam

“Os Rabinos ensinam que devemos sair e encontrar um professor. Cada um de nós precisa de alguém sábio que seja nosso mentor e nos treine. Todo bom professor tem um professor e se ele não tem deve imediatamente procurar por um. Somos todos subjetivos e precisamos de alguém que nos ajude a ser mais objetivos. Precisamos nos tornar estudantes da verdade e estarmos, em primeiro lugar, sempre famintos pela Palavra de Deus. Precisamos de um professor para orientar-nos e ajudar-nos a permanecer em uma caminhada racional e consistente ao longo da vida para a vida eterna. É claro que Yeshua é nosso Rabino, Professor, além de ser nosso Salvador e SENHOR. Desde o início eu trouxe palavras da primeira carta de João e terminarei este ensino com as palavras de 1 João 2:2, ‘E, Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.’ É tão maravilhoso termos a certeza de que Yeshua é a nossa propiciação, e propiciação significa perdão dos pecados. Ao mesmo tempo, é maravilhoso vermos tantos na nação de Israel gastando tempo pensando e orando e considerando seus próprios pecados e sua necessidade de ter expiação pelos seus pecados, mesmo ainda não sabendo o que Deus fez por eles através de Yeshua. Orem pela salvação de Israel e ajude-nos a ser uma bênção para o povo e a terra de Israel. Pensem no dia em que eles conhecerão o Messias e entenderão a grande obra que Yeshua fez por Israel e pelo mundo inteiro. Como “dever de casa” leiam os primeiros versículos do capítulo 3 de 2 Timóteo e encontrem a palavra “ingratos”. Vejam com quem o Apóstolo Paulo associa os ingratos e aprenda a ser mais grato especialmente para com aqueles que têm cuidado de você e lhe ensinado a Palavra de Deus, a fim de que você tenha vida agora e eternamente. É claro, mesmo nossos professores não sendo perfeitos, eles são nossos professores, e devemos mostrar-lhes nossa gratidão pelo que eles compartilharam conosco”. (JOSEPH SHULAM – JERUSALÉM – ISRAEL).

24.10.2014 . Por Matheus Zandona Guimarães

Salvo para obedecer

Atualmente, vemos cristãos de vários segmentos com uma enorme dificuldade de compreenderem como a graça perdoadora do Eterno pode caminhar junto com a obediência às Suas Leis. Muitos se perdem em descontextualizações dos vários discursos de Yeshua e seu discípulo Shaul (Paulo), apregoando um evangelho sem esforço, sem busca por santidade, sem bons frutos, sem boas obras, sem nada! Percebemos então um dos maiores problemas com o cristianismo de nossos dias: as pessoas não tem problema em aceitar Jesus (Yeshua) como Deus, mas não conseguem aceitá-lo como REI. Isso ocorre pois REIS demandam fidelidade e obediência, assim como Yeshua exige de nós.

4.10.2014 . Por Marcelo M. Guimarães

A Festa dos Tabernáculos (Sucôt ou Cabanas)

Dentre as três grandes festas comandadas por Deus, a Festa dos Tabernáculos é a de maior significado profético para nós cristãos. É comemorado no décimo-quinto dia do mês de Tishri, duas semanas após Rosh Hashanah e, usualmente, cai final de Setembro ou princípio de Outubro.

26.08.2014 . Por Matheus Zandona Guimarães

Yamim Noraim (Dias de Temor)

Estamos no mês Judaico de ELUL. Por estarmos a 40 dias do Yom Kipur (dia da expiação) e a 30 dias do Rosh Há shaná, o mês de ELUL torna-se um período de introspecção, arrependimento, análise e avaliação de nossas vidas perante o Eterno e principalmente perante o nosso próximo. As “slichot” (orações especiais de confissão e arrependimento) e o toque matinal do shofar são presentes durante o mês de Elul, em preparação para Rosh Há Shaná (o dia em que nos apresentamos diante do tribunal celeste).

20.08.2014 . Por Marcelo M. Guimarães

Israel e seus inimigos em três tempos

Havia acabado de chegar em Israel em julho passado (2014), quando iniciou-se uma “chuva” de foguetes do Hamás, de Gaza, sobre Israel. Foram dias inusitados para mim e minha esposa, filho e netos. Uma experiência vivida em pleno clima de guerra, sirenes tocando, povo se escondendo apressadamente nos “shelters” (abrigos anti-bombas), noticiário local e internacional cobrindo fatos, entrevistas, cenas sangrentas de civis palestinos, soldados israelenses, destroços e mais destroços.