O que não somos | Ensinando de Sião

O que não somos

Devido a multiplicação e diversificação de grupos messiânicos, simpatizantes do movimento, Igrejas que adotam símbolos judaicos e movimentos parecidos em território nacional e na América Latina, o Ministério Ensinando de Sião sente-se na obrigação de definir sua dimensão ministerial ante a comunidade em geral, para que não haja dúvidas a nosso respeito.

1) NÃO PERTENCEMOS A NENHUM MOVIMENTO CRISTÃO “RESTAURACIONISTA”

O Ministério Ensinando de Sião não possui vínculos com movimentos cristãos denominados “restauracionistas”. Não defendemos, em hipótese alguma, a anulação ou destruição do cristianismo como instituição. Defendemos sim uma RESTAURAÇÃO dos aspectos do cristianismo que se DESVIARAM das Sagradas Escrituras e do Ensino Apostólico. Nosso objetivo não é destruir a identidade cristã, mas sim, afirmá-la em seu contexto histórico original, de acordo com a Doutrina ensinada pelos apóstolos (Rm 11:17-18 e Ef 2:13). Também NÃO SOMOS contra movimentos em prol do Retorno de cristãos novamente à simplicidade da veracidade Bíblica (tais como a Reforma). Cremos que a Restauração é o desenvolvimento natural e o APERFEIÇOAMENTO dos ideais refromistas em seu objetivo maior: “Sola Scriptura”, uma vez que somente poderemos entender e vivenciar as ESCRITURAS de forma PLENA se restaurarmos o relacionamento entre a Igreja e ISRAEL de acordo com a própria PALAVRA. Estamos provendo à teologia reformista o ELEMENTO esquecido no séc XVI: Jerusalém e o povo Judeu. “Sola Scriptura” + “Retorno a Jerusalém” = IGREJA e EVANGELHO PLENOS e VERDADEIROS.

2) NÃO SOMOS judaizantes.

Judaizar é IMPOR práticas judaicas a não-judeus. Temos clareza das orientações dos primeiros apóstolos do Messias e das decisões já tomadas no I Concílio de Jerusalém (descrito em Atos 15). Não se deve impor um jugo desnecessário a não-judeus que foram salvos pela graça de Yeshua (Jesus).

3) NÃO SOMOS proselitistas.

Constantemente somos confundidos por irmãos judeus, como se fôssemos uma organização missionária. Por isso, algumas vezes somos acusados de proselitistas. Proselitismo é persuadir alguém a mudar ou aderir a uma religião. Não obstante, entendemos que o judeu quando reconhece a Yeshua como Messias não muda de religião, mas sim, torna-se um judeu pleno em sua fé. Esclarecemos também que não temos vínculos institucionais com quaisquer denominações cristãs ou evangélicas. Também não pertencemos ao movimento denominado “judeus por Jesus” (Jews for Jesus).

4) NÃO SOMOS adeptos da teologia “efraimita” ou das duas casas.

A doutrina “efraimita” ou a teologia das “duas casas” é um mito teológico de que as ditas 10 tribos perdidas de Israel são gentios que crêem em Yeshua (Jesus) como o Messias. Nós não concordamos com esta abordagem, pois há clareza nas Escrituras de que D’us tem uma vocação também para as nações gentílicas, independente de quaisquer vínculos sanguíneo com o povo de Israel.

5) NÃO SOMOS exclusivistas.

Lutamos intensamente para criar meios de diálogo com a Igreja e com a comunidade judaica em geral. Somos abertos ao diálogo, e amamos intensamente ambos os grupos. Não nos achamos melhores do que outros grupos étnicos, religiosos ou denominacionais. Tão pouco nos achamos proprietários de alguma verdade. D’us não está limitado a nenhuma instituição ou ministério.

6) NÃO SOMOS etnocêntricos ou preconceituosos.

Não colocamos o judeu em posição superior em relação aos gentios, o que seria de uma imprudência e contra a própria Torá. Jamais foi ou será intenção de nosso ministério fazer qualquer distinção racial ou étnica, a qualquer grupo que seja.

7) NÃO SOMOS dogmáticos.

Algumas pessoas se incomodam, pois não temos um “manual de doutrinas”, um credo explicitamente elaborado. Entendemos que nosso “manual de doutrinas” é constituído pelos Sagrados Escritos (Tanách e Brit Chadashá).

8 ) NÃO SOMOS intelectuais da fé.

Procuramos nas Escrituras princípios espirituais que possam mudar profundamente nosso comportamento neste mundo. Temos o testemunho pessoal do crente em altíssima estima. Não estamos preocupados com o quanto as pessoas sabem sobre as Escrituras, mas sim, como elas a vivem. A Bíblia é um princípio para a vida e ela sempre confronta nosso comportamento ético. O foco está na vida prática, em viver a palavra no dia-dia, e não em uma teologia dogmática.